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Janeiro 6, 2021

A Transformação do Talento em 2021 na área das Tecnologias de Informação

As tendências de carreira e top skills que vão fazer a diferença em 2021
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Escrito por:

Cláudia Neves, Talent Acquisition Specialist

Com a pandemia provocada pela COVID-19, como é que adaptamos os nossos objetivos de carreira e conseguimos destacar-nos no mercado de trabalho? Quais são os investimentos que devemos fazer numa década que enfrenta um desafio inédito de escala global?
Essas são as “grandes” questões às quais muitos querem ter resposta. Uns porque pretendem entrar numa área com maior probabilidade de sucesso profissional, outros porque simplesmente querem potencializar as suas competências. No entanto, grandes questões exigem grandes reflexões: sobre o caminho que se pretende tomar, o quanto se quer arriscar, garantir e mudar. Estas decisões e pensamentos terão, inevitavelmente, de ter em conta o ano atípico de 2020 e o que se espera que 2021 seja: um ano de transformação.

Em outubro de 2020, o report sobre o estudo levado a cabo durante os meses de pico da COVID-19, o Employer Branding NOW 2020 da Universum, debruçou-se sobre várias temáticas, tais como quais serão as profissões e top skills a investir nos próximos 5 anos, ou seja, nos anos pandémicos e pós pandémicos.

Contudo, para analisar a evolução das carreiras e o que será valorizado pelas empresas, tem de se ter em consideração os efeitos – diretos e indiretos – ambientais, económicos, tecnológicos, a nível de saúde, entre outros. A realidade molda-se sempre ao contexto que a rodeia, às vantagens e às adversidades, e é nessa linha que esta análise se situa.

Quero ser bem-sucedido(a). Em que áreas devo apostar nos próximos anos?

A pandemia veio transformar necessidades importantes de responder em cruciais. A urgência em manter as pessoas ligadas, funcionais e próximas – sem haver um contacto físico – e, por sua vez, o dinamismo da economia explica, em parte, o boom da área tecnológica.

Prevê-se que até 2025 surjam cerca de 97 milhões de novas funções associadas com a tecnologia e algoritmia como Data Science, AI (Artificial Intelligence), Machine Learning, Robótica, Desenvolvimento de Software, IoT (Internet of Things) e Cibersegurança. A necessidade surge da rapidez e riscos que, agora em força, são exigidos online.

Simultaneamente, setores da atualidade como o ambiente, saúde e indústria emergem com o objetivo de se transformarem em economias mais verdes, revolucionando formas de produção e criação de novos serviços. Isto leva a uma maior procura de engenheiros de materiais, especialistas da área de social media na vertente do consumidor, geneticistas e engenheiros de energias renováveis.

No reverso da moeda, papéis ligados a funções estandardizadas, manuais, burocráticas e de baixa criatividade (ex: administrativos, vendedores, mecânicos e trabalhadores fabris) surgem nos últimos lugares da tabela.

O que nos espera ao trabalharmos numa das áreas com maior tendência de crescimento?

Nos últimos 5 anos, 72% dos novos profissionais que entraram no mercado de análise de dados e AI não provinham de formação ligada às Tecnologias de Informação ou Engenharia. Isto mostra que estas áreas são reconhecidas como o futuro e são, por isso, cativantes.

A revolução tecnológica é algo evidente e é expectável que evolua nos próximos anos. Aliado a estas áreas, e para o sucesso da interação humana, um dos passos cruciais a dar para que haja fluidez na nova economia é a adaptação a equipas multidisciplinares (com diferentes formações de base).

Porém, há desafios que surgem durante uma mudança de percurso profissional, mesmo que desejados e planeados.

Apenas 50% das pessoas que quiseram mudar de carreira a full-time (que vinham de áreas com menos saída profissional ou com menor ligação formativa com estas áreas) é que conseguiram transitar para áreas como Dados, AI, Cloud Computing e People and Culture; ao contrário dos 75% e 67% que transitaram para funções nas áreas de Vendas e Engenharia, respetivamente.

Aparentemente, há um desafio maior na mudança para áreas que têm uma menor ligação com a área formativa ou experiência das pessoas.

Todos temos algo a melhorar na nossa forma de ser. Em que skills devemos investir?

A formação e a aprendizagem contínua (upskilling) é crucial em situações imprevistas e de grande impacto, como o contexto atual que vivemos. Por esse motivo, a melhoria das hard skills, soft skills ou até de processos de reconversão de carreira (reskilling) é um dos pontos mais valorizados pelos profissionais, atualmente, numa empresa.

Respondendo a esta procura e necessidade, há uma clara tendência das empresas investirem mais na formação. Hoje em dia, o nível de acesso dos colaboradores nas empresas ao reskilling e upskilling é de 62% e espera-se que até 2025 aumente em 11%.

Pela evidente necessidade das pessoas se transformarem e tornarem resilientes, muitas das competências mais valorizadas têm sido aquelas com maior foco naquilo que torna cada pessoa única e flexível.

Além do pensamento inovador/analítico e resolução de problemas que se têm mantido no top das mais solicitadas, junta-se, em 2021, a aprendizagem ativa, pensamento crítico, criatividade, liderança, competências tecnológicas, resiliência, tolerância ao stress e a própria flexibilidade.

Há algo que devemos destacar do ano de 2020 sobre esta temática, que surge da análise do uso da plataforma de e-learning Coursera. Concluiu-se que, após os primeiros meses da pandemia da COVID-19, o foco da formação começou a divergir em dois caminhos: formações técnicas no âmbito das Tecnologias de Informação (sobretudo em pessoas desempregadas) e formações de caráter de desenvolvimento pessoal (maioritariamente em pessoas empregadas), como mindfulness, meditação e gratidão.

Este último ponto é de facto interessante, pois há um aparente crescimento da preocupação e tempo investido na vertente das soft skills e de desenvolvimento pessoal quando as necessidades profissionais estão estáveis.

Estes dados mostram não só que as pessoas estão sensíveis a este tema como reconhecem a importância destas skills para o bem-estar pessoal e produtividade.

Já sobre o reskilling, o tema é também primordial quando se prevê que cerca de 40% dos profissionais atuais dentro de 6 meses ou menos tenham de passar por este processo, nomeadamente em indústrias como as do Consumo e da Saúde.

Para tal ser possível, a tendência, em momento de pandemia, tem sido o recurso a plataformas de formação online (como a Coursera). Neste caso, a procura por cursos online quadruplicou e registou-se o quíntuplo de acessos dados pelas empresas aos colaboradores de forma a tirarem esses cursos.

Já o investimento que terá de ser feito na formação é distinto consoante a carreira a querer seguir.

Enquanto o tempo de conversão para se adquirir as principais competências para profissões ligadas a RH, Vendas ou Marketing situa-se entre 1-2 meses; para ir para Cloud ou Engenharia, o tempo aumenta para 4-5 meses.

Pela tecnicidade e especificidade da função, a formação tem de ser mais longa e intensa, havendo a necessidade de abertura das empresas para esse reskilling, aumentando mais o tempo de formação – caso o profissional venha de uma área menos similar.

Como responder às exigências emergentes? Principais conclusões a reter.

Após esta revisão, chegamos a várias conclusões. Algumas já previstas e outras que são novas. Importa salientar as principais, que em muito vão moldar o mercado de trabalho nos próximos anos.

  • O setor tecnológico vai continuar a crescer, nomeadamente as áreas como Data Science, AI, Machine Learning, Robótica, Desenvolvimento de Software, IoT e Cibersegurança.
  • O grau de similaridade entre a área profissional/formação e aquela em que se pretende entrar, vai determinar o grau de facilidade de mudança para uma outra função, sendo que mais similar facilitará a mudança. Quanto menor for este grau de similaridade, mais obstáculos serão encontrados e uma maior resiliência será necessária.
  • Áreas mais técnicas, como Data e AI, poderão ser mais difíceis de transitar – apesar de nos próximos anos serem das mais procuradas pelo mercado e por novos profissionais. Esta dificuldade advém, muito provavelmente, pelos conhecimentos específicos e skill tool que são valorizados dentro destas áreas (ex: raciocínio abstrato, lógica). Vai fazer a diferença: refletir sobre o que estes profissionais fazem na prática, apostar na formação específica na área que se ambiciona e desenvolver soft skills como espírito de equipa, raciocínio e planeamento.
  • As skills mais procuradas em 2021 e nos próximos anos assentam na inovação, criatividade, análise e resiliência. Estas serão as bases para qualquer profissional que queira ser bem sucedido e/ou que pretenda mudar de área. Tal apoia a necessidade de ser diferente, de se saber destacar da multidão e de trazer valor dentro de uma equipa e uma empresa, ao invés de seguir o caminho já traçado e ser apenas “operacional”.
  • A formação é cada vez mais importante para qualquer profissional. O investimento na formação tem crescido e vai manter-se nesta trajetória tanto do lado dos profissionais, como das empresas.
    A disponibilização de formação à medida de cada colaborador é uma das melhores formas de reconhecer valor e apostar na carreira de um profissional. Contudo, a mesma deverá ser contínua, apoiando não só uma vertente de upskills personalizada aos interesses de cada um, mas também de reskilling de profissionais que pretendem mudar de área. Também o investimento numa formação abrangente nas abordagens, como interna, externa, métodos mais formais e informais, é relevante para que possa chegar a todos e à forma que mais se adequa a cada pessoa. Os temas disponíveis também devem ser diversificados de maneira a atender aquilo que a pessoa sente mais necessidade de investir, seja com caráter mais de desenvolvimento pessoal ou técnico.

Resumindo…

Todos estes temas devem ser atendidos pelas empresas e pelos profissionais que pretendem investir numa mudança de carreira ou que querem simplesmente dar o próximo passo, tornando-se melhores profissionais em 2021.

Empresas tecnológicas como a Growin têm um desafio em mãos que se prevê manter em atrair, reter e motivar profissionais do ramo tecnológico.

Entre diversos pontos, a chave poderá estar na aposta das pessoas que fazem parte da empresa, no potencial e nas competências que os colaboradores já têm neste momento, mas que podem vir a desenvolver com a empresa, por meio de formação e acompanhamento.

Assim, a formação contínua acompanha as tendências e adapta-se às motivações daquilo que a pessoa quer fazer agora e no futuro. Neste sentido, uma consultora de TI como a Growin – que aposta no desenvolvimento profissional e pessoal dos seus Growinners* – pode fazer a diferença ao disponibilizar as ferramentas essenciais para que os seus colaboradores possam adaptar-se aos novos tempos que se avizinham.

*nome dado às pessoas que fazem parte da empresa

Sobre o Autor

Cláudia Neves, Talent Acquisition Specialist

Sou enérgica, apaixonada por pessoas e felicidade organizacional. Fui para Psicologia, mas rapidamente abracei os Recursos Humanos. Atuando nos últimos anos em TI, o Recrutamento tem sido um dos meus focos, aliado a temas como carreira, coaching e melhoria do potencial individual. Acredito fortemente que todos podem mudar, e que a força de vontade e imaginação são o limite.

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